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Dr. Eduardo de Castro participa da Mesa Redonda: Todas as formas de ser mãe

Esta quinta-feira, 10 de maio de 2018 foi mais um dia de celebração do Mês das Mães da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Dentro da programação alusiva a elas, foi realizado um debate sobre o tema “Todas as formas de ser mãe”, no Auditório Solon Amaral. O espaço contou com profissionais da saúde e mães que trataram sobre tratamentos psicológicos, tratamentos médicos e outras modalidades de maternidade.

Estiveram presentes nesta mesa-redonda o Dr. Eduardo Camelo de Castro, especialista em reprodução assistida, Lu Salatiel, mãe por “barriga solidária” e Juliana Hannum, psicóloga com estudos sobre apoio ao casal infértil e mais dois convidados.

O médico Eduardo de Castro falou da importância das futuras mães fazerem um planejamento da maternidade e não postergarem a concepção do filho. “A cantora Ivete Sangalo resolveu ser mãe aos 42 anos, mas isso foi mediante um grande investimento financeiro. O que recomendo é não passar dos 35 e fazer um planejamento de maternidade durante a vida”, disse.

Castro falou da sua especialização em reprodução assistida. Ele explicou que nestes casos o aparelho reprodutor de um dos parceiros pode não estar funcionando adequadamente e por isso a melhor recomendação é a assistência do especialista. “Aquele casal que está há mais de seis meses tentando engravidar, deve procurar o auxílio de uma clínica de reprodução assistida. O principal fator de sucesso nos tratamentos desse tipo de reprodução é a idade. Quando pacientes procuram ajuda em idade mais precoce, geralmente o resultado do tratamento é melhor.”

Juliana Hannum destacou a necessidade do acompanhamento psicológico tanto para os pais quanto para a mãe que empresta o útero para a concepção da criança, a chamada “Barriga Solidária”. Esse método também é conhecido como Útero de Substituição. O casal doa seus gametas, que serão fecundados in vitro e implantados no útero da mulher que vai gerar o bebê.

“É significativo que estejam em tratamento psicológico, pois essa é uma fase de muita turbulência emocional. Além disso, a mãe que carregará a criança também deve estar se preparando para a gestação e para a entrega do bebê. Os casos que tiveram acompanhamento foram mais tranquilos, até mesmo para a fase em que a criança que nasceu já estará nos braços da mãe”, destaca.

Lu Salatiel, mãe por “Barriga Solidária”, participou do debate falando dos desafios que enfrentou ao decidir gerar seu filho em outro útero. Ela descobriu que não poderia ter filhos aos 14 anos por conta de uma atrofia no útero. “Desde essa época fui grata a Deus. Não tem como não dizer que há uma grande frustração ao saber isso, mas fui compassiva e aceitei. O sonho do meu marido também era ter um filho, então a primeira opção foi a fertilização.

Sem desistir do sonho de ter um filho, Lu Salatiel tentou o processo de adoção que ainda está em andamento. “Até hoje estamos na fila, é muito demorado e desgastante.” A felicidade da concepção de um filho veio para ela e seu marido há menos de um mês. Hoje ela é mãe do Pedro, que foi gerado na barriga de uma amiga. “Ano passado fizemos a fertilização. A lei mudou e foi possível gerar nosso filho na barriga de uma grande amiga nossa. Hoje temos um bebê de 22 dias. É muita alegria”, expôs.

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